Educação Financeira


Analistas de Valores Mobiliários

A TraderOne Assessoria de Investimentos destinou essa parte à disseminação da educação financeira.

Nessa breve apresentação, daremos ênfase à atividade do Analista de Valores Mobiliários.

Os Analistas de Valores Mobiliários são profissionais que elaboram relatórios de análise destinados a publicação, divulgação ou distribuição a terceiros, ainda que restrita a clientes.

A Instrução CVM 483, de 06 de julho de 2010, dispõe sobre a atividade de analista de valores mobiliários, que pode ser exercida nas seguintes modalidades:

I – autônoma;

II – vinculada a instituição integrante do sistema de distribuição ou a pessoa natural ou jurídica autorizada pela CVM a desempenhar a função de administrador de carteira ou de consultor de valores mobiliários;

III – vinculada a pessoa jurídica que tenha em seu objeto social exclusivamente a atividade de análise de valores mobiliários.

Além disso, também é regida pela autorregulação do próprio mercado, neste caso através da APIMEC (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais), que, desde 2010, exerce a função de autorreguladora destes profissionais do mercado de capitais.

Como disciplina o site da CVM, o analista, além de ser aprovado no exame de qualificação técnica, também deve obedecer ao código de conduta profissional da entidade que o credenciou. Com isto, é possível evitar situações de conflito de interesse, buscando informações idôneas e fidedignas, para usar como base de suas análises e recomendações, e mantendo independência em relação à pessoa ou instituição a qual estiver vinculado.

São valores mobiliários: (conforme estabelecido na Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976, com redação dada pela Lei nº 10.303, de 31 de outubro de 2001)

I - as ações, debêntures e bônus de subscrição;

II - os cupons, direitos, recibos de subscrição e certificados de desdobramento relativos aos valores mobiliários referidos no inciso II;

III - os certificados de depósito de valores mobiliários;

IV - as cédulas de debêntures;

V - as cotas de fundos de investimento em valores mobiliários ou de clubes de investimento em quaisquer ativos;

VI - as notas comerciais;

VII - os contratos futuros, de opções e outros derivativos, cujos ativos subjacentes sejam valores mobiliários;

VIII - outros contratos derivativos, independentemente dos ativos subjacentes;

IX - quando ofertados publicamente, quaisquer outros títulos ou contratos de investimento coletivo, que gerem direito de participação, de parceria ou de remuneração, inclusive resultante de prestação de serviços, cujos rendimentos advêm do esforço do empreendedor ou de terceiros.

X - os títulos da dívida pública federal, estadual ou municipal;

XI - os títulos cambiais de responsabilidade de instituição financeira, exceto as debêntures. Além desses, quaisquer outros títulos criados e emitidos por sociedades anônimas, podem ser negociados, desde que inseridos no conceito de valor mobiliário e devidamente registrados na CVM.

O mercado de valores mobiliários, portanto, estimula a poupança e o investimento, sendo essencial para o crescimento das economias modernas.

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